Apesar de
Contos, crônicas, poemas.
Domingo, Fevereiro 5
Segunda-feira, Maio 16
Sábado, Março 19
GRAU DE SENSIBILIDADE
Me pergunto quem será essa pessoa dentro de mim que eu quero que me ame sem eu a amar com os conceitos que a humanidade me oferece de amor. Só exercito um sentimento novo de espanto e deleite e propriedade e enjoo e esquecimento que não tem nome, mas é original. Mãe é nome que não dá conta memso, seu preenchimento foi sendo equivocado de relato pra relato, de mito pra mito. Estou sendo é mulher!
Angélica Castilho
Rio de Janeiro, 15 de março de 2011.
Me pergunto quem será essa pessoa dentro de mim que eu quero que me ame sem eu a amar com os conceitos que a humanidade me oferece de amor. Só exercito um sentimento novo de espanto e deleite e propriedade e enjoo e esquecimento que não tem nome, mas é original. Mãe é nome que não dá conta memso, seu preenchimento foi sendo equivocado de relato pra relato, de mito pra mito. Estou sendo é mulher!
Angélica Castilho
Rio de Janeiro, 15 de março de 2011.
Quarta-feira, Março 9
Domingo, Fevereiro 27

PASMO
Dentro de mim tem um mundo!
Que cresce galopantemente
Frenética, alucinada e harmônica
Me desloco uNa em dois
Que sou e não vejo.
Dentro de mim tem um outro!
Dúvida e certeza de uma identidade
Quem será o rapaz ou a moça
Que cruzará minha porta todos os dias
Até minha morte?
Dentro de mim tem um filho...
Angélica Castilho
Rio de Janeiro, 27 de fevereiro de 2011.
Dentro de mim tem um mundo!
Que cresce galopantemente
Frenética, alucinada e harmônica
Me desloco uNa em dois
Que sou e não vejo.
Dentro de mim tem um outro!
Dúvida e certeza de uma identidade
Quem será o rapaz ou a moça
Que cruzará minha porta todos os dias
Até minha morte?
Dentro de mim tem um filho...
Angélica Castilho
Rio de Janeiro, 27 de fevereiro de 2011.
Sexta-feira, Setembro 24
"A história humana não se desenrola apenas nos campos de batalhas e nos gabinetes presidenciais. Ela se desenrola também nos quintais, entre plantas e galinhas, nas ruas de subúrbios, nas casas de jogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas, nos namoros de esquinas. Disso eu quis fazer a minha poesia. Dessa matéria humilde e humilhada, dessa vida obscura e injustiçada, porque o canto não pode ser uma traição à vida, e só é justo cantar se o nosso canto arrasta consigo as pessoas e as coisas que não tem voz".
Ferreira Gullar
Ferreira Gullar
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