QUASE PASSISTA
Os sonhos são
as oportunidades
que nos criamos
para realizá-los!
Angélica de Oliveira Castilho
Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 2008.
domingo, janeiro 13
domingo, janeiro 6
terça-feira, dezembro 25
segunda-feira, dezembro 10
domingo, dezembro 2
NEBULOSA DE MARTE
Tudo errado e não se sabe como sair. Lugares que passam pessoas. Vidas em danças sem ritmo – marcha nazista de passista cega. Deslocamento de sentimentos que não deveriam ser transitórios. Amizades e amigos que não se entendem apesar do amor. Risos dementes e paradoxalmente felizes: alegria do convívio. Não se sabe quem é a moça de branco que passa lívida, tropeçando em si mesma. Sangue nos olhos que nada vêem – pétalas marcando o caminho. Não se sabe o praquê da vida.
Angélica de Oliveira Castilho
Rio de Janeiro, 02 dezembro de 2007.
Tudo errado e não se sabe como sair. Lugares que passam pessoas. Vidas em danças sem ritmo – marcha nazista de passista cega. Deslocamento de sentimentos que não deveriam ser transitórios. Amizades e amigos que não se entendem apesar do amor. Risos dementes e paradoxalmente felizes: alegria do convívio. Não se sabe quem é a moça de branco que passa lívida, tropeçando em si mesma. Sangue nos olhos que nada vêem – pétalas marcando o caminho. Não se sabe o praquê da vida.
Angélica de Oliveira Castilho
Rio de Janeiro, 02 dezembro de 2007.
sábado, novembro 24
domingo, novembro 11

BALADA DE ARIADNE
Sempre desconfiei que Apolo fosse um chato.
Esse blá blá blá de clareza
Não ta com nada.
Bom mesmo é ir fundíssimo em tudo
Ser arrastada por
Gargalhadas, mãos, salivas, pêlos,
Boba a boca com o desejo,
Olhos marejados de gozo.
O resto é besteira!
Angélica de Oliveira Castilho
Rio de Janeiro, 20 de outubro de 2007.
Sempre desconfiei que Apolo fosse um chato.
Esse blá blá blá de clareza
Não ta com nada.
Bom mesmo é ir fundíssimo em tudo
Ser arrastada por
Gargalhadas, mãos, salivas, pêlos,
Boba a boca com o desejo,
Olhos marejados de gozo.
O resto é besteira!
Angélica de Oliveira Castilho
Rio de Janeiro, 20 de outubro de 2007.
PROIBIDA PRA MENORES E MAIORES
Engatilhada
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere.
Mulher com alma de menina.
Angélica de Oliveira Castilho
Rio de Janeiro, 24 de outubro de 2007.
Engatilhada
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere
Disparara e fere.
Mulher com alma de menina.
Angélica de Oliveira Castilho
Rio de Janeiro, 24 de outubro de 2007.
CRÔNICA FELINA
Gato sem dono é gato feliz! Vida de gato não inclui coleira, hora marcada, correr atrás de próprio rabo. Gente que se vê nessa mesma condição de personalidade e felicidade já foi gato em alguma vida e insiste nessa solidão beatificada, nesse olhar sarcástico, sério, doce, nesse fica a contemplar da uma mureta qualquer o mar em dias de ressaca sem correr, porque também tem a alma revoltosa. Comunga com o movimento da vida.
Angélica de Oliveira Castilho
Rio de Janeiro, 25 de outubro de 2007.
Gato sem dono é gato feliz! Vida de gato não inclui coleira, hora marcada, correr atrás de próprio rabo. Gente que se vê nessa mesma condição de personalidade e felicidade já foi gato em alguma vida e insiste nessa solidão beatificada, nesse olhar sarcástico, sério, doce, nesse fica a contemplar da uma mureta qualquer o mar em dias de ressaca sem correr, porque também tem a alma revoltosa. Comunga com o movimento da vida.
Angélica de Oliveira Castilho
Rio de Janeiro, 25 de outubro de 2007.

ESMERALDAS
Tudo de gato:
Olhos blasés,
Bigodes-antenas
A farejar sentidos – doídos, doídos... –,
Língua percorrendo de cabo a rabo o mundo,
Experimentando venenos com gosto bom – aparências fakes –,
Independente a passear pelas ruas com ou sem luar,
Arrojadamente só e, pasmem! Feliz – felino sem ser ferino.
Angélica de Oliveira Castilho
Rio de Janeiro, 25 de outubro de 2007.
Tudo de gato:
Olhos blasés,
Bigodes-antenas
A farejar sentidos – doídos, doídos... –,
Língua percorrendo de cabo a rabo o mundo,
Experimentando venenos com gosto bom – aparências fakes –,
Independente a passear pelas ruas com ou sem luar,
Arrojadamente só e, pasmem! Feliz – felino sem ser ferino.
Angélica de Oliveira Castilho
Rio de Janeiro, 25 de outubro de 2007.

CICLO
O zero é um número metafísico.
Inicia. Antes do nada só vazio.
É o oco antecedente.
O caos inicial poderia ser representado por ele.
Zero é o desenho matemático do gênesis.
E depois dele não há mais nada.
Ele não é sucessor de nenhum número:
Cobra engolindo o próprio rabo.
Angélica de Oliveira Castilho
Rio de Janeiro, 16 de outubro de 2007.
O zero é um número metafísico.
Inicia. Antes do nada só vazio.
É o oco antecedente.
O caos inicial poderia ser representado por ele.
Zero é o desenho matemático do gênesis.
E depois dele não há mais nada.
Ele não é sucessor de nenhum número:
Cobra engolindo o próprio rabo.
Angélica de Oliveira Castilho
Rio de Janeiro, 16 de outubro de 2007.
Assinar:
Postagens (Atom)

